30 de novembro de 2009

sempre em directo,sou fã..

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29 de novembro de 2009

O Nobre :)


"A Pobreza em Portugal é uma vergonha"


Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, quebrou o politicamente correcto que marcou o debate de dois dias na 3º Congresso da Ordem dos Economistas sobre a Nova Ordem Económica.

Nobre fez um discurso inflamado, provocando uma plateia cheia de economistas, que também são actuais e ex-responsáveis políticos, gestores e empresários, conseguiu palmas da plateia e introduziu um sentimento de urgência e indignação que, até esse momento, esteve ausente do debate.

"É uma vergonha a pobreza que temos em Portugal". "Não me falem dos problemas de aumento do salário mínimo. Quem é que aqui nesta sala consegue viver com 450 euros?". "Não me venham com cirurgias plásticas para as mudanças que vão acontecer no mundo. Nós, os cidadãos não as vamos aceitar", foram algumas das frases que deixou aos economistas presente.

Nobre, que também é médico e professor, interveio num painel que abordou o papel das organizações não governamentais (ONG) na nova ordem económica mundial defendendo que além do seu papel no apoio à sociedade e de compensação por falhas dos governos, as ONG têm um papel essencial na denuncia de injustiças e desequilíbrios, e na pressão para que o mundo possa mudar. E foi isso mesmo que fez.

O presidente da AMI diz que "em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza", que "há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança". Inconformado, disse que "combater a pobreza é uma causa nacional", e salientou: "Não me venham com os 18% de taxa de pobreza, porque se somássemos os que recebem o rendimento social de inserção, os que recebem o complemento solidário para idosos, os que recebem o subsídio disto, e o subsídio daquilo, temos uma pobreza estrutural no nosso país acima dos 40%". "Não aceito esta vergonha no nosso país"

O nível de desemprego, as baixas reformas, a precariedade dos contratos de trabalho foram outras áreas que lamentou.

Os empresários também não foram poupados. "Quando vejo a CIP a defender que o salário mínimo não aumente não posso concordar. Que país queremos? Quantos de nós aqui conseguiriam viver com 450 euros por mês?", perguntou à audiência, deixando depois um repto aos empresários: "Peço aos empresários para serem inovadores, abram-se ao mundo, sejam empreendedores".

"É o momento de repensar que mundo queremos", e recorrendo à frieza com que os médicos olham para a vida afirmou: "eu sei como vou morrer, sei como todos aqui vão morrer. E não é nessa altura, não é quando começarem a sentir a urina quente a correr pelas coxas, que vale a pena repensar a nova ordem económica mundial. É agora". As futuras gerações não vão perdoar, diz.

Sobre o estado das economias, salientou que não é economista, mas avisou para os riscos que pendem sobre as economias e que os economistas presentes não abordaram: o risco de um crash obrigacionista, a falência de fundos de pensões pelo mundo, os milhões investidos em produtos derivados. "Não é razão para cedermos a paranóias, mas é preciso questionar se as economias capitalistas estarão à altura do desafio", disse, acrescentando: "É precisa prudência, bom senso e cuidados com os cantos da sereia".

E voltando aos seus conhecimentos médicos terminou dizendo: "Perante uma hérnia estrangulada, um médico só pode fazer uma coisa: operar imediatamente.
Ora a hérnia já está estrangulada [na ordem económica mundial]: nós temos que operar, temos de mudar as regras, os instrumentos.

É preciso bom senso, acção, determinação política", disse, avisando:
"Se não o fizermos as próximas gerações acusar-nos-ão, com razão, de não assistência a planeta em perigo".

25 de novembro de 2009

18 de novembro de 2009

os "p"




O porquê do mundo pequeno e frio,quando o sangue é quente?O porquê da não entrega pessoal quando só assim é que é excepção?O porquê das mães cansadas dos filhos quando os cheiros são leves?O porquê das pessoas usarem outras só por usar?O porquê de não identificarem o altruísmo no amor e viverem na autopatia?O porquê da minha não identificação global e identificação minoritária?O porquê de acharem que as futilidades compensam a falta de toque?O porquê do desenho da linha fina quando poderia ser grossa?O porquê do sozinho quando poderia existir sons e mãos quentes?O porquê de encontrarem a beleza em bocados individualizados e não no conjunto?O porquê do vir só quando se vai?O porquê da submissão quando temos todos pele?O porquê de precisar errar o mesmo erro várias vezes para perceber que é um erro?O porquê eu ter ido quando poderia ter ficado?O porquê do querer receber e não dar?O porquê da felicidade pequena quando ela é grande?O porquê do destruir quando existe o construir?

10 de novembro de 2009

guardado


"A ideia brota da visão como a fagulha duma rocha.Quanto ao resto atravesso tudo errando."


"..quis dizer que o passado precisa da nossa pena.E também da nossa gratidão.."


"Há muito a dizer sobre a dor mas algo não foi aberto por este punhal,ou então fechou,após a punhalada,qual rasto de água atrás de um barco."


"..cada um deve escolher consoante a sua força ou fraqueza.."


"..por experiência acho melhor parar quando já sei o que me espera.."


"..a beleza está no conjunto,não nas suas partes.."


"..a chuva vem da terra,faz parte do ciclo de dar e receber.."


"Aquilo que mais assusta é provavelmente saber até que ponto vivemos num tempo tão reduzido...e tão imenso."

...

cat